Ouro cai ligeiramente enquanto conflito retomado no Oriente Médio impulsiona expectativas de alta de juros do Fed
Os preços do ouro caíram na segunda-feira, à medida que novas tensões no Oriente Médio empurraram para cima tanto os preços do petróleo quanto os rendimentos dos títulos do Tesouro, alimentando temores de inflação e fortalecendo o argumento para um aumento de juros pelo Federal Reserve em setembro.
O metal recuou 0,27%, enquanto o petróleo americano ultrapassou US$ 85 por barril. Os mercados agora precificam probabilidades superiores a 60% de uma alta de juros em setembro, após o compromisso do presidente do Fed, Kevin Warsh, de continuar combatendo a inflação.
Apesar da queda de segunda-feira, o ouro ainda registra um ganho de cerca de 10% em agosto, caminhando para seu melhor desempenho mensal desde janeiro, em uma alta alimentada pelo renovado interesse na operação de proteção contra a desvalorização da moeda (debasement trade) depois que o Tesouro dos EUA anunciou planos de expandir seu programa de recompra de títulos.
Nicky Shiels, chefe de pesquisa e estratégia de metais da MKS PAMP SA, descreveu a dinâmica entre o Tesouro e o Fed como um "cabo de guerra" em nota a clientes, acrescentando que espera que a operação contra a desvalorização mantenha o ouro sustentado rumo a setembro.
Separadamente, as tensões escalaram no Oriente Médio, com EUA e Irã trocando agressões militares pela primeira vez em cerca de 30 dias, e o presidente americano, Donald Trump, indicando que os EUA retaliariam quaisquer ataques iranianos contra forças americanas.
O ouro à vista caía 0,27%, a US$ 4.446 a onça, após a sessão de Nova York. A prata recuou ligeiramente, mas ainda negociava a US$ 66,50 a onça após a mesma sessão de hoje. Resta ver se os metais preciosos conseguem recuperar o momentum nesta semana.
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